Segundo a infectologista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Heloina Claret de Castro, mesmo com os avanços da medicina, a prática continua sendo uma das formas mais eficazes de evitar infecções
Um estudo de 2023 publicado no The Lancet analisou 26 pesquisas com mais de 160 mil pessoas em vários países. Portanto, concluiu que incentivar a lavagem das mãos com sabão reduz em média 17% das infecções respiratórias agudas. Em um mundo cada vez mais tecnológico, a prevenção continua sendo uma ferramenta indispensável à saúde. Assim, o simples ato de lavar as mãos se mantém como uma das medidas mais eficazes contra doenças.
Segundo a médica infectologista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Heloina Claret de Castro, a higiene correta das mãos é essencial. Além disso, essa prática reduz de forma significativa o risco de contaminação por vírus, bactérias e microrganismos diversos. Por fim, ela previne infecções como gripes e diarreias, além de doenças graves, incluindo meningite e hepatites virais.
“As mãos são um dos maiores veículos para os microrganismos, já que as utilizamos constantemente para tocar superfícies corpóreas e inanimadas que podem estar contaminadas. Por isso, a higienização adequada é fundamental para interromper a cadeia de transmissão”, explica.
Entre os microrganismos mais comumente transmitidos pelas mãos estão as bactérias da pele, como os estafilococos. Além disso, as enterobactérias podem estar presentes após o uso do banheiro ou contato com superfícies contaminadas. Também são facilmente disseminados os vírus de doenças respiratórias, como os da influenza, covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).
Lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel?
Especialista ressalta que há diferença entre lavar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel.
“A lavagem com água e sabão é mais eficaz quando há sujidades visíveis. Já o álcool a 70% é ideal para situações do dia a dia, como após tocar superfícies potencialmente contaminadas, maquininhas de pagamento ou maçanetas em locais públicos. No ambiente hospitalar, o recomendado é usar as duas técnicas: primeiro água e sabão, depois álcool”, orienta.
A médica reforça que, embora muitas pessoas ainda associem o ato de lavar as mãos a um hábito infantil, a pandemia de covid-19 mostrou a importância dessa prática para todas as idades.
“Aprendemos muito durante a pandemia, e esses hábitos deveriam ser mantidos permanentemente. A higiene das mãos não é apenas uma medida de cuidado individual, mas um ato de responsabilidade coletiva”, destaca.
Para Dra. Heloina Claret, manter as mãos limpas é uma forma simples, acessível e poderosa de cuidar da própria saúde e da comunidade ao redor.
“É um gesto pequeno, mas com impacto enorme na prevenção de doenças e na promoção da saúde”, conclui a infectologista.


