Artista e poeta visual, Fabiana Queiroga, traz obras que se apropriam do tempo e convidam o telespectador para uma imersão em seu conceito de vida
No dicionário, tempo aparece como “o período contínuo no qual os eventos se sucedem”. No entanto, para a artista e poeta visual Fabiana Queiroga, o tempo se mede pela experiência e não pela cronologia. O público poderá apreciar o resultado dessa interpretação única de presente, passado, futuro, vida e morte na exposição “ENTRE: híbrido, vida e morte”. A curadoria de Christiane Laclau garante uma seleção de obras que dialogam com o conceito de transição e transformação. Além disso, a mostra está disponível no hotel Fairmont Rio, em Copacabana, tornando o espaço uma referência artística na cidade.
Nas obras de Fabiana Queiroga, o tempo se revela de forma singular. Em seu modo particular de calcular os instantes da vida, a artista segue uma linha temporal em que a memória funciona como ponto inicial. Ademais, conecta-se à sua linhagem materna, trazendo referências afetivas que influenciam seu processo criativo e sensível. Aos poucos, a ancestralidade se torna presença, com nascimento, duração e morte convergindo na matéria. E é nesse encontro que se evidencia a força do híbrido, com telas em tons avermelhados em pintura a óleo e detalhes marcantes. Além disso, a artista usa tecidos reciclados de garrafas PET e descartes da indústria da moda para fazer os bordados, reforçando a sustentabilidade.
“Ao pensar o efêmero como continuidade, a artista trata da vitalidade que se renova no que parecia inútil, dignificando cada versão da matéria. Seja na pintura a óleo sobre linho ou no bordado, Fabiana Queiroga nos lança no vermelho — cor da paixão e do sangue, que mata e acende, que circula e se esvai. Artista da matéria e do pensamento, devolve o tempo à sua própria natureza: entre a vida que carrega a morte e a morte que pulsa a vida”, enfatiza Christiane Laclau sobre as obras da artista.
“Fabiana Queiroga é uma artista que eterniza momentos. Suas obras fazem os espectadores se emocionarem de uma maneira única. A sua exposição tem a ver com o conceito da marca Fairmont de transformar momentos em uma experiência inesquecível”, enfatiza Netto Moreira, diretor geral do cluster luxo do Grupo Accor no Rio de Janeiro.
A exposição “ENTRE: híbrido, vida e morte” faz parte do projeto Fairmont Art Gallery, que reúne e valoriza obras de diferentes artistas convidados. Além disso, conta com a curadoria de Christiane Laclau, garantindo uma seleção de alto nível e relevância cultural. A gestora e art advisor especializada em arte contemporânea tem o objetivo de potencializar a riqueza cultural do hotel e ampliar a conexão com a arte. Ademais, utiliza o Brasil como fonte de inspiração e valorização, criando um espaço que celebra a identidade nacional.
Com seu know how e olhar apurado, Christiane transformou o sexto andar do hotel Fairmont Rio em uma verdadeira galeria de arte. Esse espaço é onde é feito o check-in, com vista deslumbrante para a praia de Copacabana e o morro do Pão de Açúcar. Assim, a iniciativa torna o ambiente ainda mais inspirador, unindo hospitalidade e cultura em um só lugar. Já passaram pelo local artistas consagrados, como Alberto Saraiva, Marcos Cardoso, Ana Coutinho, Isabel Becker, Sérgio Reis Allevato, Esther Bonder, entre outros.


