Artista recifense Bruno Vilela apresenta nova individual em São Paulo

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Galeria Luis Maluf abre exposição de Bruno Vilela no dia 28 de março.Mostra marca o início da representação do artista pela galeria; obras também estarão na 22ª SP–Arte

No próximo sábado, a Galeria Luis Maluf abre a exposição “A suspensão da descrença”, de Bruno Vilela. A mostra reúne pinturas inéditas, desenhos e a exibição do filme O Ano da Serpente, em um conjunto que retoma questões centrais na produção do artista, como imagem, duplicação, memória, teatralidade e cor.


O título toma de empréstimo um conceito do cinema e define a posição proposta ao público diante das obras: suspender referências prévias e acompanhar a lógica interna de cada imagem.
 

As obras foram desenvolvidas a partir de um projeto em que a galeria é tratada como metáfora da mente. Nesse conjunto, aparecem teatros, cinemas, cortinas, arquibancadas, reflexos, animais e passagens. A figura de Janus, divindade romana ligada aos começos, às passagens e à duplicidade, reaparece como uma chave recorrente e ajuda a situar um dos eixos da mostra: a imagem como campo de reflexos, intervalos e desdobramentos. Há também um dado técnico novo nesta produção. Bruno Vilela incorpora tinta a óleo a aplicações de serigrafia sobre tela, aproximando luz, meio-tom, mancha e retícula. A mostra inclui ainda desenhos realizados com washi e pó azul ultramar, também conhecido como anil, sobre papel de algodão. Essa série de nove trabalhos parte da narrativa do cervo-almiscareiro, animal que procura na floresta o perfume que carrega no próprio corpo. Reflexos, espelhos, rios, dobras e descontinuidades surgem de modo recorrente nesse núcleo, assim como campos monocromáticos de vermelho, azul e amarelo, que estruturam visualmente várias das obras. Cavalos, arquiteturas cênicas, corpos e vestígios aparecem como elementos centrais na construção imagética do artista.
 

“A suspensão da descrença” parte de uma noção do cinema: suspender referências prévias diante da imagem. Nesta exposição, trabalhei a galeria como metáfora da mente, com elementos recorrentes como teatro, cinema, memória, reflexo e cor. O conjunto também apresenta uma pesquisa técnica recente, com tinta a óleo aplicada sobre serigrafia em tela e desenhos em anil sobre papel.” Bruno Vilela

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