Chitãozinho & Xororó ganham álbum-tributo ao vivo do 32º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

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Além da dupla homenageada, álbum tem participações Sandy, Junior, João Bosco, Fábio Jr., Vanessa da Mata, João Gomes, Agnes Nunes, Carol Biazin, Bruna Viola, Mayck & Lyan, Mestrinho, Hamilton de Holanda, Os Garotin, entre outros

O tributo à dupla, que moldou as coordenadas da música sertaneja e pavimentou a travessia do gênero para o mainstream, guiou o espetáculo do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira de 2025. O repertório, pensado para sublinhar cinco décadas de carreira, foi executado por artistas de diferentes gerações e gêneros musicais, traduzindo não apenas a relevância histórica dos homenageados, mas a força que a música sertaneja alcançou no país.


Não por acaso, o repertório do álbum passeia por clássicos do cancioneiro raiz, obras eternizadas por Chitãozinho & Xororó e que ilustram o seu impacto sobre a produção musical de diferentes épocas. No palco do Municipal, essa travessia foi contada por vozes que dialogam diretamente com o país: Sandy, Junior, João Bosco, Fábio Jr., Vanessa da Mata, João Gomes, Agnes Nunes, Carol Biazin, Bruna Viola, Mayck & Lyan, Mestrinho, Hamilton de Holanda, Os Garotin, Fitti, Família Lima, Enrico e Alisson Lima, além de Chitãozinho & Xororó.


Para além das homenagens musicais à dupla, sob direção de Zé Maurício Machline e Giovanna Machline, a cerimônia foi dedicada a reconhecer intérpretes, compositores, produtores e musicistas que se destacaram ao longo de 2024. Mas bastava assistir aos primeiros acordes do show para perceber que o recorte sertanejo, pela primeira vez tema do Prêmio, carregava um simbolismo adicional: era a música sertaneja ocupando um dos palcos mais tradicionais da cultura nacional, em uma noite que respeitava a memória do gênero sem perder de vista sua vocação contemporânea.

A travessia do sertanejo e os símbolos de um legado
A história da música sertaneja no Brasil não é linear, tampouco pequena. É marcada por migrações internas, viola caipira, duplas familiares, televisão, rádio, grandes arenas e pela capacidade de atravessar décadas reinventando-se. Neste enredo, Chitãozinho & Xororó funcionam como um eixo: sintetizam tradição e modernidade, campo e cidade, estrada e mainstream.
Se o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira é historicamente reconhecido por sua pluralidade, a edição de 2025 ampliou este legado: falar de música brasileira é falar também da música sertaneja. E homenagear Chitãozinho & Xororó é reconhecer uma força cultural que ultrapassa as fronteiras do gênero, uma obra que se espalha de casas de show a rodeios, de programas de televisão a playlists digitais, e que permanece viva nas vozes da nova geração.

O álbum mantém essa leitura. Os arranjos, assinados pela direção musical de Cláudio Paladini, preservam a energia da noite e destacam a habilidade da banda. Com Cesinha (bateria), Alex Mesquita (baixo), Gustavo Pereira e Adilson Pascoalini (violão e guitarra), Guiza Ribeiro (guitarra), Armando Marçal (percussão) e Toninho Ferraguti (acordeon).

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